Abriu abril

Crônica da Semana
Esta crônica é patrocinada pela Poetas & tal creperia (Parque Cesamar, varanda da Casa da Cultura – Palmas-TO)

Abriu abril
Osmar Casagrande
Abril começou encantado. Muitos novos amigos, entre os quais, Ana Isabel Friedlander e Geovana Lima (SESC) e a poeta Suzana Vargas (vide Estação das Letras, Rio de Janeiro) e convivas no projeto Letras em Ação. Quanto à literatura, as rodas de bate-papo engajado trataram de Clarice Lispector, figura em destaque na semana, por conta da instalação de Ney Paiva, que a instalou no dia primeiro de abril, para começar o mês com toda a verdade enigmática própria de Clarice. Revisitados lances da vida de Clarice, sua estada em Belém do Pará, sua temporada na Itália, seus poemas. Sim, poemas.
No pé da palavra, Almecides Pereira, nosso confrade na APL, realizou palestra sobre sua patronesse, Aldenora Correa, a qual desenvolveu seus trabalhos no então norte de Goiás, no campo da Educação. O trabalho de Almecides nos trouxe valiosas informações sobre aquela poeta que, como tantos escritores no Brasil, morrem na memória de seu próprio povo. Almecides, elegendo Aldenora Correa como sua patronesse, contribui em muito para o resgate de figura de rara inteligência e vigor de ação.
A palestra de Almecides transcorreu na normalidade, salvo por um momento em que um dos confrades presentes atacou, com a gula característica com que se atacam os crepes da Chef Izilda, um Cordel. Nada de assombroso aconteceu, mas o crac-crac da massa finíssima e crocante ao se quebrar, deu um certo tom de “ai, que vontade!” em muita gente.
Edson Cabral e Casagrande funcionando fulltime, fecharam a programação para abril e maio, sendo que a de abril, que já foi publicada, sofreu alteração, já que os dois malucos (os citados Edson e Casagrande) resolveram, no devaneio entre um crepe e um gole de café, inserir uma acontecência especial, em homenagem à língua espanhola (festejada aos 23 de abril) e farão, sobre a obra de Miguel de Cervantes, Don Quijote de la Mancha, o nosso amado Dom Quixote, um momento especial, embasado no realismo fantástico.
A novidade no menu da Poetas & tal é que o crepe “Poesia de Páscoa”, criado especialmente para aquele período, continuará no cardápio por insistência do público. Não é para menos. Confira a composição da delícia: Massa crocante, creme de avelã com chocolate, wafer de chocolate em cubos, castanha-do-pará e coroando a obra de arte, uma irresistível mousse de limão! Na linha das delícias, Casagrande aproveitou a presença de uma família de nisseis e amigos para compor um tom especial em um novo sabor de crepe. Trata-se do Hai Kai, ainda em gestação. Apreciadores da comida oriental, se liguem.
O clima geral na Poetas & tal se traduz na face dos comensais quando, além das delícias do gosto e do olfato, regiamente tratados pelos crepes, sucos e café (no domingo foi degustado o primeiro chá na Poetas & tal!), é o encantamento com os poemas que o anfitrião destila ali, ao vivo e a cores, com as tintas próprias da emoção. No mais, até a próxima.

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