Poetas, poemas & rock’n’roll

Poetas, poemas & rock’n’roll

Osmar Casagrande

O fim de semana foi agitado no mundo da poesia em Palmas. O projeto da APL Letras em ação continua com tudo em cima, sabendo que a toca poética é mais embaixo: lado esquerdo de quem entra pelo portão do Cesamar, na varanda da Casa da Cultura, logo após a Casa Sussuapara.

A semana  foi mesmo agitada, com destaque para o passamento (morte, desencarne) do confrade Mário Ribeiro Martins, que nos deixa uma obra de grande importância para a memória literária de Goiás e Tocantins. Mas outras coisas ocorreram no mundo da literatura. Na creperia Poetas & tal, o sábado foi especialmente eletrizante. Começou com a visita do escritor e advogado Dídimo Heleno que se rendeu, irremediavelmente, ao charme e sabor dos crepes e café da Poetas & tal, prometendo voltar sempre a fim de experimentar cada um dos sabores, mas foi apartado pela chef Izilda Ciribelli que esclareceu ser a atitude de Dídimo uma nova versão de Sísifo, já que paulatinamente novos sabores serão integrados (aproveita para anunciar um novo sabor, especialmente para a Páscoa, e que estará em cartaz a partir da próxima quinta-feira).

A sorte do Dídimo-Sísifo é que a “pedra” que terá de suportar montanha acima é a delícia renovada de um crepe (com massa crocante, crocante). Assinando o ponto o também imortal da APL Júnio Batista, traçando a geografia do paladar. Claro que não faltaram poetas. O da casa, Osmar Casagrande (euzinho, mesmo) trocou figurinhas e emoções com o poeta Ney Paiva, que compareceu acompanhado de toda a família. As crianças do Ney, que eu não via há muito,  deixaram de ser crianças e estão cada vez mais ativas nas leituras de mundo, ativamente participativas.

Muitos outros amigos, fãs incondicionais dos quitutes de Izilda marcaram presença na Poetas e tal e receberam seu grão de poesia, mas com Ney Paiva e família (incluindo Dijé e Ambrósio), a coisa foi longe e fundo: Max Martins, Gilson Cavalcante, Ronaldo Teixeira, Osmar Casagrande, Ney Paiva revisitados em sua poética, os poemas fluindo a quantos ouvidos quiseram (e puderam) ouvir. Noite de gala na Poetas & tal. Você que não foi, perdeu!

Mas nem só de crepes vive a poesia. No mesmo sábado participamos do Sarauzinho Cajuí, promoção da Ecoterra. O tema era “água”, mas rolou muito líquido de outra composição e rock’n’roll. A poesia assinou seu ponto com participação de Osmar Casagrande, Carlos de Baima e Thiago Francysco. No comando geral do Sarauzinho Cajuí, Fernando Beija-flor.

Segue poeminha que fiz especialmente para o sarau. Claro que o poema também faz parte de crônica, afinal é notícia e hoje, 21 de março, comemora-se o Dia Internacional da Poesia.

Água da vida

Água de nuvens pelo espaço

acaba por cair em escarcéu

lavando o ar nos fins de março.

Água que escorre das frinchas das rochas

e por pedras e terras se esgarça,

segue serpentina levando vida e graça.

água que brota da flor dos teus olhos

é água que corre para o rio de dentro,

rio de alegria, ou rio de tormento.

Água servida que vai para o nada

é água sem vida, é flor maculada

água da morte, água parada.

Lava-me água,

lava-me a alma.

leva-me água,

água da vida,

me envolva,

me acalme.

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Sobre casagrande

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