Brasília

Com asas e eixo central
te quiseram avião.
Mentira, Brasília,
Brasília, mentiram.
 
A mecânica dos poentes
orienta teu voo,
orienta tua vida.
Acorda, Brasília;
Brasília, respira!
 
Já não és avião,
és pássaro, tens coração.
Teu bico torto, de que pássaro será?
Serás a pomba da paz?
 
Serás então uma águia sagaz?
— ou não?
Talvez a vida te brinde
com uma cauda multicor, multilinda
— de pavão.
 
Pelas tuas desesquinas
escoa em surdina o estribilho:
Juscelino, Juscelino,
peixe vivo,
peixe vivo,
peixe vivo.
 
Acorda, Brasília,
lança teu grito!
É hora, Brasília,
de voar pro infinito.
 
Juscelino, Juscelino,
peixe vivo
peixe vivo
peixe vivo.
 
Brasília de alma nova
— que pássaro serás?
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Sobre casagrande

Sou leitor. E escrevo.
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2 respostas para Brasília

  1. disse:

     Olá amigo hoje pensei em ti e como num passo de mágica aparesceste no meu humilde spaces, ele fica mas iluminado com tua presença te admiro por tudo que escreves és uma pesssoa especial.Feliz fim de semana um abraço.

  2. fênix disse:

    15/02 – Oi poeta, tens razão..Acorda Brasília,  os céus esperam o teu despertar! O BRASIL, esse  gigante, não pode mais esperar! Passei para te deixar um beijo! 

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