Homenagem ao poeta Zé Gomes

Locutor: É, poeta, a vida é assim mesmo.

Quando menos se espera, ela dá o ar da graça com aroma de poesia. E aí ficamos aleados, enleados, enamorados.

Nesses momentos é que descobrimos que temos amigos de verdade. Hoje é um dia assim: pleno de vida, de poesia e de amigos.

Depoimento 1

Locutor: A magia que viaja embarcada nas palavras de carinho, nos invade. E então nossa alma se ilumina qual se fora o último sol do universo, de brilho único alucinadamente lúcido. É assim, Zé Gomes, que nos te queremos hoje: brilhando como a estrela de primeira grandeza que você realmente é.

Depoimento 2

Locutor: Caro amigo, neste tempo em que palmilhamos juntos a estrada da amizade, aprendemos contigo as artes de construir universos, tendo, como base de compasso, o ângulo do olhar que divisa em roda infinitos horizontes e como fio de prumo o caminho que leva ao pai. É por isso, Zé Gomes, que você tem tantos amigos.

Depoimento 3

Locutor: Brotam da sua poesia tantas palavras, e cada palavra com tantas faces e cada uma dessas faces tantas expressões, que nos sentimos dissolvidos num oceano de emoções, vibrando em amor, em carinho, em paixão.

Depoimento 4

E ninguém consegue, Zé, ficar à margem. Somos todos envolvidos e arrastados por esse caudal: poetas feitos, poetas nascentes, poetas por fazer. Poetas de nomeada… poetas nomeados, poetas por ouvir dizer. Não importa o status, a unanimidade é você.

Depoimento 5

Locutor: Mas nem só de poetas são feitos os universos que você construiu. Tais universos são muitos e vários, a começar pela Mãe Terra, que você conhece por dentro, na intimidade profunda entre o ser que é gerado e o ventre que o acalenta.

Depoimento 6

Locutor: E se você tão bem a conhece por dentro daquele conhecer que divisa o brilhos dos diamantes e o reflexo do ouro mesmo que imerso na mais profunda treva, que dizer de sua intimidade com o aspecto exterior, que se embebeda de beleza e se deslumbra ao sol. Das serras e grotões, dos planaltos e das planícies, da placidez das lagos e o nervosismo dos regatos; da força de vida que navega livre na corrente dos rios…

Depoimento 7

Locutor: E que dizer, José, do universo a que você chama “catedral do Espírito”? Quantas maravilhas indelevelmente fixadas nos espelhos dos corredores iniciáticos… Quantos segredos amalgamados na simplicidade a construir portais que os simples mortais não percebem e juram: não existem…

Depoimento 8

Locutor: Percorrendo os corredores e salões dessa catedral nos admiramos ao vislumbrar quantas vidas, quantos Cristos, quantas quedas e quantos gemidos… Mas, mais que tudo, quanta luz da divina graça a iluminar seu caminho…

Depoimento 9

Locutor: Cheios dessa luz do espírito, Zé Gomes, é que seus olhos observam o espírito das coisas e então nos inundam de poesia.

Depoimento 10

Locutor: É, José, são tantas as palavras… E apesar de todas as palavras ainda não conseguimos dizer o quão profundamente nós te amamos. Não somos magos como você, mas continuaremos tentando…

Depoimento 11

Locutor: José, convicto de que os últimos serão os primeiros, eis o meu depoimento. Esta cidade, que já tem um evangelho, te ama. E é para você que escrevo a primeira epístola: “Foi pasto; pó já era. Agora é Palmas… pra você”.

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Sobre casagrande

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